Idealmente Manifestando – Convite Aberto

Reli o Manifesto Idealista semanas após a sua publicação no dia 17 de Janeiro de 2019… ainda o sabia de cor. Hoje li-o de novo.

Sob a influência retrospectiva do feedback que recebi, constatei que não só não tinha dito tudo aquilo que achava importante dizer, como me apercebi que “mergulhar mais fundo” em alguns temas me ajudaria a fazer mais sentido… em ambos os sentidos.

Houve uma pergunta (Obrigado P.) que me perseguiu o caminho todo até aqui: “Tás a pensar em ir actualizando o Manifesto?”

Convencido de que seria mais honesto não alterar o documento original – pois é uma representação leal daquilo que pensava na altura (hoje ainda não mudei de ideias) – decidi escrever uma Adenda.

Menos de três meses depois, já tinha um texto bem mais extenso do que o original e não estou convencido que essa seja a melhor maneira para “conversarmos” neste espaço. Isso é formato para livro, e esse nem um sonho de um esboço de uma ideia sequer é. Para além do mais, reflecte assuntos em constante actualização e que requerem uma abordagem mais flexível. Qual o formato, então?

Pergunta parva. Ando a pregar as maravilhas do Minimalismo há mais de 3 anos, é óbvio que a resposta passa por simplificar. Neste caso, é não querer reinventar a roda. É só fazer aquilo que tenho vindo a fazer… escrever textos mais curtos e de específica digestão.

Mas desta vez vou fazê-lo na língua de Camões e na esperança de em boa companhia… a tua.

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É minha intenção fazer deste espaço uma “praça pública” onde mentes curiosas partilham ideias e opiniões de forma livre, honesta e séria (quer dizer, há bastante flexibilidade no que toca à seriedade, até porque o humor – especialmente sarcasmo – é o meu estilo comunicativo favorito).

O grande objectivo desta plataforma é discutir as coisas que têm o potencial de melhorar a condição humana – para mim, a única conversa que vale a pena ter. Não acredito que mil vidas cheguem para tocar em todas as dimensões que promovem este ambiciosíssimo objectivo, mas há que começar em algum lado.

E porque não aqui? E porque não nós? Afinal de contas ainda estamos vivos e se estás sério em relação a mudar as coisas que não estão bem, e em defender as que estão, este é um sítio tão bom para começar como outro qualquer.

Escreve sobre o que quiseres, com quantas palavras quiseres, no estilo que quiseres. Não te imponho regras. No entanto, humano sendo, expectativas crio. Espero que as tuas posições sejam substanciadas por evidência ou raciocínio lógico. E deambulações filosóficas, metafísicas ou fruto de uma imaginação fértil também são bem-vindas.

Atendendo a esta abrangência “expectacional”, ficar desiludido vai ser difícil.

Mas atenção, neste espaço, tens o dever de dizer a verdade, assim como o direito de te sentir ofendido. Afinal de contas, este não é certamente um ‘espaço seguro’.

No fundo, aquilo que te proponho é que ajas sobre a tua responsabilidade individual de mudar aquilo que vês como nocivo e defender aquilo que deve ser defendido. E sei que vês muita coisa com que não concordas… só te oiço queixar 😘

Sendo peritos em identificar o que está mal. Não somos tão expedientes no que toca a analisar as suas causas e menos ainda a apresentar soluções. Relegamos a nossa responsabilidade enquanto indivíduos para os outros (principalmente os que elegemos ou outra qualquer figura de autoridade) e consideramo-nos muito nobres e virtuosos quando a nossa única contribuição foi uma cruz num boletim de voto.

Quer saibas ou não, quer acredites ou não, tens grande poder para implementar mudança. Tens essa responsabilidade. Mudança essa que pode começar (e normalmente assim o é) com uma ideia. Uma ideia que é exposta, uma ideia que é discutida e – se colectivamente mérito lhe é reconhecido – uma ideia que é implementada.

Pensamento! Palavra! Acção!

Aceita este desafio. Sobe ao palco desta praça, conquista esse desconforto na barriga e fala. Não tenho dúvidas que no processo de exteriorização, a compreensão das tuas posições vai-se aprofundar e estas vão maturar.

Com uma mente curiosa e dedicada, vais certamente questionar o que tens como certo e absoluto. Vais crescer em direcções inesperadas. Vais largar sementes que noutros irão germinar e crescer. E é o crescimento individual que promove o crescimento colectivo. E é o crescimento colectivo que mais eficientemente melhora a nossa condição.

Nesta praça não precisas de “dar a cara”. Aqui, cartas anónimas não são de mau-gosto. Podes usar um pseudónimo, ou 3 iniciais do teu nome (diz que está na moda). Ou se calhar sempre quiseste ser uma Gertrudes Geraldes, um Albertino Adalberto, ou quiçá, uma Stacey (cenas minhas).

Pessoalmente estou-me cagando. O que eu quero é conhecer e escrutinar-te as ideias. Quero que ponhas as minhas em causa. Quero crescer e assim contribuir para a nossa condição de forma mais valiosa.

Tens receio de rejeição? De chacota? Também eu, mas aqui estou. Se tens medo de críticas áquilo que crias e áquilo que “pões cá fora” só tens uma escolha a fazer… não criar, não contribuir.

A verdade é que não podes ser uma fonte de mudança significativa para uns, sem ao mesmo tempo, ser uma anedota ou embaraço para outros. Pura e simplesmente, não dá.

Eu, acreditando que posso trazer valor a ‘meia-pessoa’, escolho pôr-me numa zona de desconforto, sacrificando o meu tempo, energia e atenção. Mas os meus motivos não são exclusivamente altruístas.

Acredito que a criatividade alimenta a alma, e tenho vindo a descobrir na expressão escrita de ideias – e como estas potencialmente se relacionam – uma enorme fonte de alimento para o meu ‘Ser’.

E há também a questão de querer tornar este blog numa referência mundial, de forma a me sentir validado e finalmente poder ser feliz (sim, tentativa de humor). Mas estou disposto a contribuir para a tua plataforma (agora a sério).

Dito tudo isto, se não te apetece falar também não faz mal. Afinal de contas, quem é que tem tempo para pensar seriamente nas ideias que podem melhorar a nossa situação? Mais importante, quem é que tem vontade?

A verdade é que dá bastante trabalho e – apesar do imenso conforto de que dispões e as ferramentas, providenciadas pelo progresso científico, que prometem “mais tempo” – as tuas prioridades são outras. Tudo bem… cada um com as suas.

Mas não te preocupes, eu tenho tempo – provavelmente a maior vantagem de ter abraçado uma vida mais simples. Eu por aqui continuarei a falar. A fazer o papel do “maluco da aldeia” que vai falando sozinho em voz alta, e que de vez em quando até diz qualquer coisa que acende uma luzinha na cabeça de alguém.

De qualquer maneira, aqui fica o convite para fundarmos um manicómio.

Grande abraço,

DGC

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2 thoughts on “Idealmente Manifestando – Convite Aberto

  1. Repto aceite, com muito gosto. Mas como materializar? Lançar tópicos/perguntas na página principal? Textos na página principal? ou respostas sobre respostas aqui (não sei se funciona). Eu não sou de meter entraves, mas só preciso de saber como irei/iremos fazer a “coisa”.

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    1. Boas perguntas! Sinceramente não sei bem o que te diga. Acho que é algo que vamos afinando de forma orgânica.
      Sugiro que: lances um tópico e sobre ele deambules; faças uma pergunta e dês uma resposta; escrevas uma carta ao ministro da justiça; escrevas um poema…
      Lança na página principal e ligado ao cabeçalho “Manifesto Idealista”.
      Acho que comentar comentários é capaz de não ser a melhor maneira, mas se calhar até é…
      Não sei minha querida… vamos descobrir!! 😘

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