Climáticas Deambulações

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Ansiedades

‘Tou como a Greta… ansioso e revoltado.

No meu caso, a razão da minha indignação prende-se mais com o que tenho lido sobre o curriculum escolar do sistema público australiano do que com os níveis de CO2 na atmosfera.

A minha cara metade está a aprender como: a globalização; tecnologia; impressão de dinheiro; conluio entre política e banca; e os baby boomers, estão a “conspirar” para a aumentar o fosso entre ricos e pobres – a incerteza do futuro financeiro dos seus bebés fá-la ansiar.

Preocupa-te com isto pá!

Eu (tal como a Greta e a Catarina) espero que toda a gente à minha volta sinta o que eu sinto em relação àquilo que me apoquenta e ansiedade causa.

Epá, explica-me lá como é que é possível que ensinem às crianças que todo o conhecimento é uma construção sócio-cultural baseada somente no binário de poder opressão/privilégio? E que tanto o género como sexualidade são fluídos e infinitos? Como é que isto não te revolta como a mim?

Porque – tal como diz o Mark Manson em “The Subtle Art of Not Giving a Fuck” – cada um de nós escolhe aquilo que quer ´give a fuck about´ e sente que toda a gente deve sentir o mesmo que nós em relação ao assunto que mais nos apoquenta.

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A “Questão Climática”

No que toca ao tema político e social do momento, sinto que quanto mais procuro aprender menos sei. Sinto que a minha ansiedade – exponenciada pelas minhas dúvidas – já metamorfoseou para ‘overwhelm’, e me tem arrastado para uma sensação de impotência.

Mas a verdade é que eu não sou impotente. Posso fazer ‘home schooling’ ou pôr a minha canalha numa escola privada.

O que mais me entristece na “questão climática” é que já não sei para onde é que me hei-de virar para encontrar factos fidedignos. Com tanta informação contraditória de conceituados “especialistas”, é difícil evitar que este assunto tome contornos de dogma.

Este assunto está-se a tornar numa religião com duas denominaçōes:
de um lado estão os negacionistas que se recusam a reconhecer a influência do Homem no aquecimento global; do outro, os activistas que exigem acção imediata (concreta, nem por isso) para evitar extinçōes em massa.

Este status quo dogmático, tem como principal e mais nociva consequência alimentar a polarização politico-social vigente. E se a despolarização é essencial para se poderem ter as conversas produtivas que sustentam as acções mais eficientes, onde é que isto nos deixa?

E o que dizer dos 500 cientistas que afirmam não haver uma emergência climática? Será que não vale a pena ouvir o que têm para dizer? Será que não vale a pena ter uma conversa de gente crescida? Será que não vale a pena parar de gritar e começar a conversar?

Parafraseando Raquel Varela pergunto-te: porque é que todos sabemos o nome de Greta e Al Gore, mas ninguém sabe o nome dos cientistas mais destacados do clima?

extinction

A Minha Igreja

Tenho lido capítulos e versículos de ambos os evangelhos e ACREDITO que:

  • há motivos de preocupação, não para histerismo;
  • o nosso planeta já passou por inúmeros aquecimentos e arrefecimentos;
  • o Homem tem influência no aquecimento corrente;
  • mais de 98% das espécies animais que já pisaram o planeta estão extintas;
  • foi a queimar carvão que erradicámos doenças e praticamente acabámos com a pobreza abjecta no mundo;
  • o carbono piora a qualidade do ar que respiro;
  • a qualidade do ar que respiramos e da água dos nossos rios é melhor do que era há 40 anos;
  • os combustíveis fósseis poluem;
  • as emissões de gases de estufa têm vindo a diminuir;
  • as energias renováveis são o caminho a seguir;
  • ainda não há uma maneira fiável para armazenar energia (electricidade); e
  • os plásticos e demais não ajudam a manter o meu ecossistema saudável.

Eu não tenho ainda painéis solares, ainda não conduzo um carro eléctrico, nem estou a investigar o potencial de nenhuma medida inovadoramente verde. Não me considero ter moral para te dizer como é que deves viver a tua vida.

Mas tenho sugestōes…

Sugiro que rejeites a igreja do materialismo; consumas menos; dês mais atenção aos teus pequenos hábitos; e principalmente às pessoas à tua volta. É meio caminho andado para uma existência menos insustentável.

O único caminho que vejo para melhorias imediatas é tomar acção no meu círculo de influência. Nos meus hábitos e acçōes diárias.

Kudos

E deixo aqui o meu reconhecimento para com os meus cunhados L. e A. que são as pessoas mais verdes que conheço e que já o eram antes de o ser estar na moda. Não pregando as virtudes da sua “verdura”, nem julgando os demais, lideram pelo exemplo… um que eu ambiciono seguir.

Sugestões de “leitura”:

tesla

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