Distópica ‘Palermia’!

STATUS QUO

Numa altura em que, em sociedades que se dizem livres, pluralistas e democráticas: 

  • somos expostos a uma narrativa uniforme, vinda dos nossos representantes e dos merdia (qual ministério liderado por Goebbels); 
  • as vozes que questionam, são rotuladas de “negacionistas“, “egoístas”, “desinformadas” e uma “ameaça” à saúde e bem-estar dos outros; e não só não têm espaço na praça pública, como são activamente censuradas, vilificadas, alvo de chacota e desdém. Não só pela comunicação social como também por quem (num medo irracional) aquiesce;
  • em nome de “estarmos todos mais protegidos”, se impõem medidas fortuitas e restringentes que desafiam o bom-senso; prendem-se cidadãos por crimes de pensamento; promove-se uma cultura de chibaria; e cresce o medo de falar/pensar (essa simbiose essencial ao desenvolvimento pessoal e colectivo), 

é imperativo que sacudamos a apatia com que nos continuamos a deixar engaiolar (o medo é um sentimento viciante, não é?) e comecemos a ser muito mais críticos e inquiridores.

Vejo o Estado; directores de escolas; e demais entidades (embriagadas com um poder inédito) a imporem medidas aleatórias, autoritárias, que erodem liberdades fundamentais e que não têm lugar numa sociedade livre e estado de direito.

Noto, com preocupação, que muito do que vejo, é deveras semelhante à realidade que me foi relatada (por quem a viveu) de Portugal pré-1974. 

Agora, até é anti-patriótico questionar dados do Governo.
Se calhar o melhor é mesmo mudar a minha maneira de pensar (parar completamente é preferível), aceitar o Rightthink e deixar de criticar e escrutinar quem me governa… afinal de contas, eu sou um patriota e é para o meu bem. 

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CONSCIÊNCIA COLECTIVA

Cada um de nós pensa que é muito racional e objectivo (não sei quanto a ti, mas eu sou), mas a consciência colectiva tem sobre nós um poder enormíssimo, que vastamente ignoramos.
E pensar que somos imunes à uniformidade da narrativa (propaganda) que nos alimentam é só cegueira auto-infligida. As agências publicitárias e demais proselitistas há muito que o sabem. 

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E não, não estou com o discurso de: “Já na altura eu dizia que…”.
Só estou a dizer que, hoje, ponho em causa as histórias que escolhi acreditar… e rejeito-as!

Em Março, todo borrado: mudei o meu estaminé laboral para o residencial; usava gel nas mãos a cada oportunidade; afastei-me de tudo e de todos; e incuti palavras de caução e medo aos meus pais e rebentos.
Se estivesse em Portugal, certamente que teria afastado os meus filhos dos avós e mais medo teria martelado nas crianças, sobre o risco que os seus comportamentos implicavam… ainda bem que não estava, já me sinto culpado o suficiente com o que lhes fiz.

Mas nem tudo é negativo, aprendi grandes lições: não fosse a Covid, ainda hoje não tinha ensinado à minha canalha a importância de lavar as mãos, nem lhes dava banho todos os dias. Na verdade, só após a chegada da peste bubónica é que  percebi o propósito da empresa da Catarina.    

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Fruto de uma incessante campanha de terror, a consciência colectiva aceitou uma “verdade” que é mais forte que do que a lógica e a frieza dos números. Falando de números, deixo-te aqui alguns de Portugal, para deambulares:

Pelo mundo, a tuberculose (a doença infecciosa mais mortal do mundo) mata perto de 4500 pessoas/dia

Mas sei que não te estou a dar novidade nenhuma, esta informação não pára de passar na TV.

Tira as tuas ilações. 

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BOM-SENSO REDEFINIDO

A nossa natureza impele-nos a resistir questionar as histórias que escolhemos acreditar. Tanto mais quanto mais fortes foram as emoções com que as aceitámos e tornámos nossas. 

O medo colectivamente experienciado, fez-nos definir como bom-senso: 

  • pessoas saudáveis usarem máscara ao ar livre… e a conduzir; 
  • desinfectar as mãos a cada 5 minutos (sabes que o gel mata bicheza essencial ao fortalecimento do sistema imunitário, certo?); 
  • não nos juntarmos a um grupo de 10 pessoas, ou 6 em Inglaterra (o vírus tem GPS); 
  • não beber umas jolas depois das 20h (o vírus usa relógio); 
  • não passar mais de 14m59s seguidos com outra pessoa (o vírus tem cronómetro); 
  • chibar o próximo como sendo um dever cívico; 
  • ponderar não passar o Natal em família; 
  • não deixar as crianças brincarem nem jogarem à bola (não vá a bola tar infectada);
  • obrigá-las a ter 5 horas seguidas de aulas com máscara; e
  • fazê-las acreditar que são uma ameaça e que podem matar os avós.

Já o disse, repito-o e vou continuar a tocar este disco riscado: aquilo que estamos a permitir fazer às crianças é um crime contra a humanidade.

Responde-te sinceramente:
– os teus filhos, estão mais ou menos assustados/ansiosos do que estavam em Janeiro?
– têm passado mais ou menos tempo a brincar com os seus pares e na mimoca com quem lhes quer ABSOLUTAMENTE TUDO?
– achas que aquilo a que os estamos a submeter, melhora a sua saúde e desenvolvimento físico e emocional?

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O SAPO NUM BANHO DE NEWSPEAK!

Lembras-te quando a mensagem era: “são só duas semanas para achatar a curva”? Parece que foi há uma eternidade!

Entretanto, a temperatura da água não tem parado de subir (tal como o número de hipocondríacos) e agora, a última versão do dicionário de Newspeak define “infectados” como sinónimo de “mortos”

Esta paranóia global tem histórias muito, muito mal contadas, incoerentes, contraditórias e que redefinem o senso-comum (o do pré-Covid), mas em vez de questionar, continuamos a comprar medo às paletes. 

Viciados que estamos nessa emoção limitativa que nos separa e adoece, não se vá ela acabar e dar lugar à razão, engolimos o horror de uma pandemia de “casos” e “surtos”, dum vírus tão perigoso e letal, mas tão letal, tão letal… que precisas de fazer um teste para saber se o tens. 

Teme caralho, teme! Não vês que morreram 2 pessoas?

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Pessoalmente, estando assintomático, estou-me bem borrifando com o que possa estar infectado. No meu dicionário, “saudável” e “assintomático” são sinónimos. 

Percebo o argumento que, estando assintomático, posso infectar alguém.
Mas lembras-te daquela gripe que tiveste há uns anos? Será assim tão inverosímil que a tenhas passado a alguém, que a passou a alguém, que a passou a alguém, até que foi encontrar alguém mais debilitado que morreu?
Custa-me a acreditar que muitos de nós não tenhamos sangue nas mãos.

Ciente que agora estou da possibilidade de inadvertidamente ter matado alguém, e sem vontade de o voltar a fazer, larguei o hábito que tinha de tossir e espirrar para cima dos outros… sempre a aprender.

O meu recém adquirido bom-senso, diz-me para usar um escafandro para sair à rua… e em casa também é melhor. Vou passar a dormir descansado.

Imagina o telejornal abrir todos os dias, meses a fio, com o número de acidentes de viação diários. Já muito boa gente teria desenvolvido ‘carrofobia’ e provavelmente, veículos motorizados já teriam sido proibidos por decreto. 

Bem mais produtivo, era abrirem com o número de mortes diárias, causadas por doença cardíaca, diabetes e demais doenças de excesso. Esse sim, um medo que nos elevaria a uma sociedade bem mais saudável. 

Mas assim como é que as farmacêuticas e as corporações fabricantes dos venenos que ingerimos ganhavam o seu? 

Não duvido que as farmacêuticas vão fazer ziliões de euros com A vacina, mas enquanto a messiânica injecção não chega, esses mesmos bolsos ir-se-ão encher com o desespero de milhões de novos clientes de antidepressivos. 

E assim caminhamos para uma sociedade mais doente e desesperada, ao invés de saudável e empoderada.

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RISCO – A MINHA PERCEPÇÃO  

O José Sócrates dizia que a dívida não é para ser paga, é para ser gerida.
Eu abomino a dívida, mas não o risco, longe disso. 

Considero uma vida sem risco como sendo uma legítima definição de “Pesadelo”. Imagina uma existência em que “coisas más”, inesperadas ou indesejáveis jamais acontecem.
Ambicionarias uma vida assim? Chamar-lhe-ias Vida, sequer?

Aceitando que a nossa existência está carregada de risco e que este não é (nem nunca será) 100% eliminável, defendo ideias antiquadas que (segundo me dizem) nos põem a todos num perigo inaceitável:

  • Defendo o debate aberto entre vozes discordantes qualificadas (porque eu sou um leigo); 
  • Defendo que o risco é para ser gerido e não eliminado (de forma geral, é impossível e ainda bem);   
  • Defendo que no meio de tanta incerteza (mas certo que o vírus tem uma baixa taxa de mortalidade e afecta grupos bem identificados), seja o indivíduo a fazer as suas escolhas sobre a sua saúde, enquanto se concentram os recursos para proteger os grupos de maior risco.

Mas estou a ser injusto na 2a parte do último ponto, porque o Governo não tem poupado nas medidas de protecção nos lares.
É certo que alguns velhotes podem morrer de sede e fome (por causa de heróis virados cobardes), mas a Covid está bem controlada, e aqueles que ajudaram a construir o nosso conforto historicamente inédito, têm tudo o que precisam para viver os seus últimos anos… acima de tudo, dignidade. 

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Foi da Onda de Calor!
O Medo mata!

Gráficos tirados daqui: https://noscornosdacovid.blogspot.com

Sugiro uma longa deambulação por este espaço.

4 thoughts on “Distópica ‘Palermia’!

  1. Sobre o Status Quo, aqui em Portugal (ainda) não é tão grave como o descreves.
    Há vozes que questionam, criticam e poem em causa. Não são censuradas ou acusadas, apenas os merdia não lhe dão destaque merecido, mas isso é um problema geral, não específico do covid.

    Não vejo apatia e medo de falar/pensar, vejo é uma forma muito latina/portuguesa de lidar com a falta de bom-senso dos governantes: fingir que se cumpre, só cumprir quando alguém esta a ver, etc…

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