Pelo Ar Que Respiramos – Parte I: Um Bocado de Tecido

Mais do que um rant (que também é) sobre o uso da máscara; aprofundar a minha especialização em epidemiologia; uma aula de Estatística Bayesiana (Fiabilidade dos Testes de Diagnóstico PCR); ou activismo político, esta série: “Pelo Ar Que Respiramos”, deambula pelas ciências antropológico-biológico-fisiológico-sociológico-divagológico-químicas.  

Acima de tudo, é só bom-senso… o meu!

.

Começando então pelos rants… 

Um Bocadinho de Tecido (uma espécie de rant)

Em Março e Abril, os especialistas e profissionais das “entidades competentes” diziam assim, diz assim, dizassim, dissassim, sassim… (piada privada)

“Não use máscara, é uma falsa sensação de segurança.”
“Não se pode fiar na falsa proteção de uma máscara, é um bocado de tecido na boca”

Graça Freitas – directora da DGS, Março 2020  

“Não há razão para andar por aí com uma máscara.”

Anthony Fauci – director do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (EUA), Março 2020

“Não há necessidade de pessoas saudáveis usarem máscaras faciais.”

Organização Mundial de Saúde, Abril 2020  

Mais tarde, os mesmos, disseram-me que, afinal, isso não é bem assim: Garantem-me agora que as máscaras salvam vidas; as máscaras sempre salvaram vidas.

Asseguram-me que a mentira foi necessária, apenas para evitar pânico na população (sim, é contigo, seu/sua ignorante irresponsável a quem não se pode confiar a verdade) que, esgotando os limitados stocks de “bocados de tecido” disponíveis, estes não chegariam para os profissionais de saúde (os únicos profissionais nesta história toda). 

(E aqui aproveito para fazer uma modesta, mas sincera homenagem – não é bem a ‘Final 8’ da ‘Champions’, mas é o que há – aos médicos, enfermeiros e demais humanos que, no terreno, fazem um trabalho extraordinário. Tanto mais, considerando a manifesta incompetência de quem gere o SNS).

Poderia questionar-me: “Espera lá! Se me mentiram antes, porquê confiar agora?“
Mas para quê? A memória é curta (eu argumentaria que a colectiva ainda mais) e se a motivação é deixar de ter medo ou evitar “atritos sociais”, então trocar liberdade por segurança é bem mais confortável.

Mas acredito que quando aceitamos trocar liberdade por segurança, desistimos do jogo e entregamo-lo à ditadura. “Liberdade é Risco, Segurança é Prisão”.

“Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.”

Benjamin Franklin

Pergunto-te o seguinte:
Quando é que a TUA SAÚDE deixou de ser da TUA RESPONSABILIDADE?
Quando é que a entregaste a outrem? 

Mas divago…

A verdade verdadeira é que as máscaras salvam vidas. As máscaras sempre salvaram vidas.

E é com base nesta verdade que o seu uso foi “aconselhado”; mudou para “devias usar”; mutou para “dever cívico”; e evoluiu até “obrigatório”, senão… 
(a história de como se coze um sapo, não?)  

“O passado era alterável. O passado nunca foi alterado. A Oceania estava em guerra com a Lestásia. A Oceania sempre esteve em guerra com a Lestásia.”

George Orwell, “1984”

.

“Bom-Senso” (mais uma spécie de rant) 

Com os ecrãs a tirar-nos tempo para discernir, o conceito de “bom-senso” é hoje menos universal, mais distinto.

O meu não se consegue conciliar com o de quem vê certas medidas (impostas) como tal.
O meu só lhes reconhece espaço nas definições de “loucura absoluta”; “auto-flagelação”; e até “crime contra a humanidade” (sim, estou ciente que genocídio lista nesta definição), com o que estamos a fazer aos nossos filhos

O meu bom-senso diz-me que:

  • usar um “bocado de tecido” a tapar o nariz e a boca, de forma frequente e prolongada, é coisa para interferir com a natureza da respiração e os níveis de oxigénio que entram no corpo;
  • permanecer em ambientes fechados muito tempo, enfraquece muito a imunidade;
  • estar com, e tocar nas pessoas que se ama, fortalece o sistema imunitário e melhora a qualidade de vida;
  • a imunidade é aumentada pela exposição a agentes patogénicos e diminuída se ficar em casa a consumir notícias; ecrãs; comidas processadas, fritas e açúcar; 
  • faz-me muito bem andar e que promovo a minha imunidade se sair de casa regularmente para ir ao parque, à praia e ao campo, respirando bem fundo de forma desobstruída;
  • a autonomia corporal é um direito do indivíduo e que este é livre de andar com a cara despida, assim como é livre de andar de escafandro se assim o entender;
  • a esmagadora maioria das medidas impostas aos cidadãos portugueses têm sido fundamentadas em demagogia e ideologia (socialista ferrenho não negoceia com os privados) e não no conhecimento;
  • todos os negócios são essenciais para alguém e que não é um grupo de burocratas que tem competência para decidir o que é essencial para mim;
  • com todo o conhecimento que adquirimos este ano, o foco dos nossos recursos e energia devia estar nos lares, não em pôr o pequeno comércio na lista de espécies em risco de extinção; 
  • a doença mental está a escalar e a dependência de fármacos vai explodir (As crianças, pá! As crianças! Que futuro lhes desejas? Que futuro lhes estás desenhar?);
  • “risco 0” é coisa que não existe e que a vida é demasiado maravilhosa para ser vivida com medo, ao invés de coragem e amor.

.

O meu bom-senso leva-me a concordar com quem prevê um não-insignificante aumento de doenças respiratórias e auto-imunes a curto/médio prazo.

A Constituição da República Portuguesa diz-me que, a Desobediência Civil é um direito que me assiste (art.º 21º).
(a ler: artigos 19º 1., 25º, 44º, 45º e 46º)

.

Coincidências 

Relação não implica causação e coincidências são coisas que cada vez menos me assistem. 

Em Itália, uma semana após a imposição da obrigatoriedade do uso da máscara o número de casos positivos disparou. Em menos de um mês o número de casos diários quase que decuplicou…
Há uma relação? Não sei!
Há causação? Muito menos!
Há coincidências? Há!  

.

Propostas Deambulatórias 

https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/11/da-ineficacia-das-medidas.html

https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/10/das-mascaras-na-rua-ou-do-panico.html

Relembro que na Suécia nunca se usou a máscara como medida de combate à Covid-19.

.

Pronto, já rantei, já tá! 

Aponto agora para a instrução e a curiosidade… a nossa! 

To be continued…

One thought on “Pelo Ar Que Respiramos – Parte I: Um Bocado de Tecido

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s