Estou Quase a Chegar a Portugal!

Porquê? 

Porquê escrever-te horas/dias antes de te estar contigo? 

Porque desde há dois e tal para cá, que tenho passado por uma dolorosa fase de crescimento; assisti – impotente, incrédulo e revoltado – à rendição (praticamente  incondicional) da soberania humana; tive vislumbres da vulnerabilidade da minha saúde mental mas não consegui ver o quão fundo é esse poço, nem quero; cativei seres humanos magníficos; e estou a reaprender a linguagem universal.

Porque tenho andado “entalado” entre um imperativo moral que me obriga a dizer a minha verdade (pela importância profética que lhe atribuo) aos meus mais queridos e um traumático medo da chacota e da ridicularização… se bem que incompreensão é pior. 

A escolha está feita, ponho o chapéu de “maluco da aldeia” com um sentido de orgulho e de dever que se exige cumprido – salvaguardar os meus.

Porque neste momento já não há “teorias da conspiração” (esse excelente “argumento”), neste momento só há verdade e negação.

Porque estamos no meio de uma guerra pelas almas humanas; “Eles” procuram-nas colher e coleccionar… fazer escravos de ti, de mim, dos nossos filhos; “Eu” estou do lado de uma minoria (um “Nós” cada vez maior) que já conseguiu ver para além da teia de decepção e mentiras e que luta por acordar os seus irmãos e irmãs, acordá-los para a sua soberania, o seu poder inato e natureza divina.

“Eles” querem-nos foder, é certo, mas não nos conseguem tirar a alma (Ser; Espírito; Essência), temos de ser nós, de livre vontade, a entregá-la.

Porque abusei da paciência e tolerância do Eng. Faria. É meu amigo e amo-o como um irmão, mas embora seja muito inteligente, para minha frustração recusa-se a sequer ponderar abrir os olhos… valoriza mais o conforto do que uma realidade inconveniente. 
Por mais que me doa, nem toda a gente vai ou pode acordar… é o que é. Da minha parte, não tenciono voltar a bombardeá-lo com memes.

Porque quero desabafar. 

Porque continuo incrédulo. 

Porque me apetece! 

Mas a razão principal é porque quero aproveitar o meu tempo em Portugal, na tua companhia, da melhor maneira possível, na maior vibração possível: a deambular por agricultura sintrópica, agro-florestas, permacultura, consórcios de plantas, sucessão e ciclos de vida; curas, rituais, tratamentos; e de bola (não necessariamente do Benfica), em vez de falar da neo-peste negra e todas as formas em que nos transformou em algo menos humano.

Porque o verdadeiro poder está em viver uma vida que é guiada pela intuição e pelo coração. 

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O Mundo que Partilhamos!

A última vez que te toquei foi há 3 anos (ou bem mais), e entretanto as nossas interacções (poucas e distantes) dāo-me a sensação que tu e eu não vemos “o mundo” da mesma maneira.

Por exemplo, eu não tenho dúvidas nenhumas que há uma elite (satânica, que trafica, abusa, tortura e sacrifica crianças) que realmente manda nesta merda toda, e que visa subjugar a população mundial (a que sobrar) através de uma agenda trans-humanista. 

Governos, media e corporações coordenaram colectivamente uma guerra contra nós. É uma conspiração globalista que visa destruir o mundo ocidental e escravizar a humanidade. 

É só isto, não há mais nada a compreender; uma vez que te apercebas disso, tudo o resto fará perfeito o sentido.

“Eles” são brilhantes; sabem mais sobre a psicologia humana e das leis da Natureza do que a maioria. A maioria essa, não sabe que está numa guerra, muito menos que está a fazer o trabalho do inimigo.

A passos largos, caminhamos para uma centralização de poder inédita, a uma escala global; um governo mundial totalitário, de ideologia comunista, liderado por almas obscuras que nunca contaram um voto e que nos desprezam como “useless-eaters”

Covid; Guerra; Energia; Cadeias de Abastecimento; Comida; Inflação; Alterações Climáticas; Dívida; Moedas; mais Pestilência… (uma invasão de Aliens é que era).  

Criam “crise” atrás de “crise”, embalam-nos em ciclos de ‘Problema, Reacção, Solução’ e nós – entorpecidos com vídeo-jogos, redes sociais e pornografia – deixamo-nos amedrontar, seduzir ou intimidar a entregar cada vez mais da nossa soberania.

Dizem “Eles” no anúncio que “Tu terás nada e serás feliz!” (Parece eu a pregar as maravilhas do Minimalismo) e “Eles” não estão a vender banha da cobra; uma lavagem cerebral com a propaganda certa e será impossível não amar a bota que espezinha a cara.

“But it was all right, everything was all right, the struggle was finished. He had won the victory over himself. He loved Big Brother.”

George Orwell, “1984”

E será assim tão irrealista prever que num futuro próximo, seremos obrigados a ter uma identidade digital, completa com dados biométricos? E à qual serão associados créditos de carbono? 

Decisões sobre o que comes, o que adquires, ou onde te deslocas, deixam de ser tuas.
Teorias…

Identidades digitais ligadas a um sistema de crédito social – privacidade e propriedade privada, abolidas. A China tem vindo a testar alguns destes sistemas de gestão de gado humano (com sucesso) nas suas mega-cidades.
Factos.

Certamente que ninguém alguma vez pensaria em implementar tal sistema num país “livre”, “democrático” e “desenvolvido”. Mas se pensasse, como é que o faria?  

A “pandemia” e a terapia genética que tomaste um número de vezes, são apenas o primeiro capítulo de uma história que se está a vestir muito negra; Pestilência, Guerra e a Fome não tarda (já consegues ver isso nas prateleiras do supermercado? E na carteira?); entretanto, a outra dança com todas. 

Esta renovada obsessão pela imortalidade (alimentada pelo incrível desenvolvimento tecnológico), torna-nos cobardes. Receamos apontar à arte de saber viver bem, em vez disso procuramos “esticar os anos” a todo o custo; estupidificados pelo medo de morrer, esquecemo-nos do nosso dever de viver.

Por outro lado, o medo é um sentimento do caralho!

Mas este terrível estado de coisas só se manifesta porque os muitos obedecem aos poucos; tanto pior se tornam as coisas quanto mais as ordens vão contra o compasso moral de quem obedece. 

Sentimo-nos impotentes enquanto indivíduos, recusando tomar a posição que SABEMOS intrinsecamente ser a certa; convencidos da nossa virtude, alinhamos com a multidão e apontamos o dedo a quem não o faz. 

Esperamos pelo Messias para nos salvar (outro alguém a quem entregar o nosso poder), quando cada um de nós só precisa de dizer “Não! Não vou participar num sistema que escraviza os meus filhos!” e a palhaçada acaba nesse instante.

Mas é o que é, seja medo, conforto, ou uma necessidade de ser cuidado/liderado… vai-se cumprindo, vai-se andando, vai-se ouvindo “Vamos ver!”

“Se se perde Riqueza, nada se perde.
Se se perde Saúde, metade se perde.
Se se perde Carácter, tudo se perde.”

Ajaz Ahmed

Oiço expressões como “voltar ao normal” ou o “novo normal”, mas foram precisos os últimos dois anos e tal para me aperceber que aquilo que tínhamos, podia ser comum, mas não era normal, muito menos natural.

Se o preço de ser “normal” é participar numa sociedade doente, então escolho a anormalidade.

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Economias

O desenvolvimento tecnológico fez-nos perder ‘life skills’, aquilo que os nossos avós sabiam fazer e que nós não fazemos ideia; “evoluímos” para não conseguir fazer praticamente nada sem um ecrã.

Se a electricidade, água e comunicações forem à vida amanhã (e esse dia está a chegar) estamos fodidos, não temos as competências necessárias para sobreviver sem conflito – não sabemos produzir comida, colectar e purificar água, construir um abrigo ou produzir uma camisola… mas somos mestres do Instagram.

A solução é estupidamente simples: voltar às origens; salvaguardar o conhecimento tradicional, a sabedoria e as tradições do mundo rural e passá-lo às próxima gerações; promover economias locais ao contrário da economia de mercado.   

A economia de mercado produziu benefícios incríveis por um determinado período de tempo, mas o facto de assentar num racional de crescimento eterno, é uma receita para o desastre; não só a nível ambiental e de saúde, mas principalmente no que toca a relações humanas.

Deixámos de ser cidadãos para nos tornarmos “consumidores”, deixámos de ser “produtores” para nos tornarmos criadores de “objectos de consumo”.

Abandonámos uma perfeita e harmoniosa relação com a criação para produzir mais do que precisamos (i.e. produzir desperdício, poluição).

Não tenho dúvidas que as economias locais (especialmente as de subsistência), com a comida a ter um papel central, fazem bem mais para nos proteger da fome e querer do que a economia de mercado. No entanto, fomos condicionados a acreditar que as economias locais são arcaicas e obsoletas, quando na realidade são fortes e incrivelmente modernas. 

Ao contrario da “sociedade normal” que é assente numa estrutura hierárquica, as comunidades são estruturadas de forma rudimentar, ou mesmo sem qualquer estrutura – pessoalmente, agrada-me um modelo em que os anciões têm uma voz mais preponderante.

E os sentimentos de realização, significado, pertença e prazer que vêm de contribuir para o bem-estar de todos é algo que nutre o espírito como nada que já tenha experienciado – nos dias que passo ao ar livre, a construir sistemas de abundância, vou-me deitar de coração cheio.

Ao contrário da “sociedade normal”, não há “competidores” nem “objectos de consumo”, há uma interdependência salutar que – mais que sustentável – é regenerativa. Existe num contexto em que usamos a imaginação, engenho e coragem para sonhar e criar novos trilhos.

Economias locais têm um nível de resiliência bem maior que as demais. E mesmo tendo um nível de incerteza muito grande, é uma ilusão pensar que o da “sociedade normal” é menor – (in)felizmente essa ilusão vai-se tornar clara, se bem que muito dolorosa.

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Luz!

Somos praticamente cegos (a luz visível é cerca de 0,0035% do espectro electromagnético total) e surdos, ainda assim, absorvemos, avaliamos, interpretamos e validamos a realidade (a “verdade”), exclusivamente através dos 5 sentidos – pior, temos orgulho nisso.

Ao longo de várias gerações fomos-nos esquecendo que somos seres de luz, frequência e energia, conectados com a “Fonte”, parte da Natureza. Mas desconfiados desse conhecimento inato, colocámo-nos acima e à parte da Natureza; afastámo-nos do coração e da intuição, do saber que não tem dono.

Charles Darwin convenceu o consciente colectivo de que somos o produto de luta e competição, onde só os mais fortes e espertos sobrevivem. Mas a teoria da evolução das espécies – sendo até ao momento, irrefutável no que toca ao registo fóssil – tem uns ‘missing links’ na explicação da evolução do Homo Sapiens.

E se a teoria está errada? E se afinal a força motriz para o desenvolvimento e prosperidade das espécies num determinado sistema, é a cooperação? (Spoiler alert: É!) 

Como seria uma sociedade com essa verdade entranhada no seu consciente colectivo?

Não precisas de imaginar uma sociedade que reza ao altar da igreja de “Só os mais fortes sobrevivem”, basta olhar à tua volta. Gostas do que vês? 

Nada na Natureza funciona assim, nada. 

A um nível essencial, tudo na Natureza prospera com cooperação e amor, numa ascendente espiral de complexidade. Uma complexidade organizada no espaço e no tempo, em que nós – homens e mulheres que somos – temos um papel a cumprir.

Sei que desde a última vez que te cheirei, não fui o único a penar, também sei que tu sofreste e/ou continuas a sofrer com tudo o que se está a passar no mundo – mas se insistirmos em agarrarmo-nos ao que sempre conhecemos, vai doer muito mais. 

Precisamos de ‘Healing’ enquanto indivíduos mas principalmente enquanto colectivo; relembrar as nossas histórias, canções, rituais e conectar com o coração.

“As tuas visões só se tornarão claras quando conseguires olhar para o teu próprio coração. Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, acorda.” 

Carl Jung

As gerações que vieram antes de nós tinham recursos e rituais (culturais, espirituais e métodos criativos de curar) que hoje não temos e que desdenhamos como arcaicos.  

Não sou nenhum herói mas também não sou nenhuma vítima, e se falo de uma maneira que não se encaixa na forma “normal” de ver o mundo, é porque estou cada vez com menos medo; é porque estou a reaprender, a relembrar o caminho que me antecede, o dos meus antepassados.

I’m healing!

Ou se calhar, estou só a “perder a cabeça”! 
É possível, mas tenho vivido e agido de acordo com os ditados do meu compasso moral e sinto-me cada vez melhor. Como resultado, o meu respeito-próprio tem-se manifestado positivamente; tenho “atraído” a minha tribo; e caminho o trilho da cura e regeneração.

Estou a viver uma fase de transição vivendo entre dois mundos. 
Um que já não me serve onde tenho feito por re-editar os fortes e profundos programas que tenho inculcados no meu Ser, mas que já não servem a minha visão.
Outro, mais simples (que não é, de todo, sinónimo de fácil), cujo potencial para melhorar a condição humana não tem limites; é um mundo em que os direitos se traduzem em deveres.

Estou confiante num mundo de amor, saúde, abundância, comunidade, ritual e cerimónia, com crianças a correr e trepar por todo o lado; com toda a gente de coração aberto e cheio e mãos a cheirar a solo.

É esta a visão em que vou investir!

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Com amor e cheio de saudades,
Diogo

14/06/2022 (algures entre o Doha e Amsterdão)

Até já!

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2 thoughts on “Estou Quase a Chegar a Portugal!

  1. Bem vindo a Portugal Diogo! A tua terra, a nossa terra. Tem um cheiro especial, não é?
    Espero que tenhas uns maravilhosos dias nesta fantástica terra. Se te posso dar um conselho, ou melhor, uma opinião de quem nada ou pouco sabe, desfruta deste tempo sem grandes preocupações mundanas ou alienígenas. A vida é um par de dias e nunca sabemos quando será o terceiro. Por isso, abracemo-nos e o resto que se foda.

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